Salve os bons velhinhos


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Há traumas que nem sei como a gente consegue superar. Descobrir, por exemplo, que PAPAI NOEL não existe. Quem diz que não se abalou, desconfio, não foi criança.

A princípio, fica aquele gosto amargo, revolta. Aos que conseguem crescer, só resta a torcida para que a vida, a cada novo Natal, seja surpreendida com o triunfo do bom velhinho. Ainda que em carne e osso, que ironia.

Talvez seja por isso que continuamos a levar nossos filhos para ver o Papai Noel chegar nos shoppings, sem o peso na consciência de estar semeando frustração. A gente não confessa, mas, mesmo breve e tardia, não deixa de ser uma redenção.

Acontece que quando menos se espera a tinhosa e cruel realidade insiste em nos chicotear. Há dias, no jornal “O Estado de São Paulo”, a jornalista Ana Paula Lacerda anunciou a crise: são cada vez mais raras as vagas no comércio para Papai Noel.

Segundo a matéria, neste período de vendas frenéticas a fila não tem andado para Papais Noéis: os que trabalharam em anos anteriores voltam a ser chamados pelas empresas e a contenção de despesas inibe a seleção de novos candidatos.

Veja que situação!

Para os insensíveis pode até ser irrelevante, um corriqueiro desajuste no mercado de trabalho. Mas para outros tantos, como eu, é simplesmente o armagedom.

Quando pensei em buscar um trabalho temporário neste fim de ano, fui logo eliminando as possibilidades tradicionais. Vendedor? Não dava: só aprendi a comprar. Segurança, então… Correr atrás de ladrão com essas crises de nervo ciático que venho tendo daria cadeia. Pra mim.

Sobrou o melhor de tudo: Papai Noel. Imagina: adoro criança e ainda por cima poderia dividir as balinhas com elas. O céu! Sem contar o lado prático: ganhar uns caraminguás para repor o investimento milionário que fiz neste Blog Revista. Matava duas renas com uma cajadada só. Ops! Essa minha falha de caráter…

Estou inconsolável.

Apostava tanto minhas fichas nessa barbada que já tinha até encomendado um modelo exclusivo a um dos mais renomados estilistas do país, que apresento aqui em primeiríssima mão. Se houvesse um Natal Fashion Week, não sobrava pra mais ninguém.

Esse verdadeiro crime contra o espírito natalino é a razão da nova campanha que o Blog Revista lança: “O sonho não acabou. Salve os bons velhinhos”. Primeiro passo: boicote as empresas que não contratam Papais Noéis. Faça uma corrente entre os amigos. O gorro é nosso!

E como não abro mão da fantasia, ofereço aos queridos leitores uma singela lembrança, que, espero, traduza a enorme estima que este candidato a Papai Noel tem por todos vocês. Tiragem limitada, numerada e assinada, como toda obra-de-arte que se preze. Pode imprimir e emoldurar.

Tenho certeza de que fará seu Natal mais feliz!

Papai Medina Noel

Ah, quanto ao meu Natal, se você quiser mesmo ajudar, não gaste com cartão e selo. Prefiro que coloque o dindim num envelope e me avise. Vou buscar. Caixinha em punho.


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