Bomba: o dossiê é verdadeiro


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Para mim, basta!

Confesso: o DOSSIÊ é verdadeiro!

E antes que ele caia nas mãos de aloprados, faço questão de mostrar aqui, em primeiríssima mão, as malfadadas FOTOS:

Suassuna.jpg
Nelson Pereira dos Santos e RM.jpg

Sim, SOU EU mesmo, flagrado em encontros secretos com os imortais ARIANO SUASSUNA e NELSON PEREIRA DOS SANTOS, em busca de apoio minha candidatura para… a Academia Brasileira de Letras!

Mas afirmo ser totalmente “fantasiosa” a denúncia de que contratei o PCC para seqüestrá-los, estimulado por aquela gag da Rachel de Queiroz de que para entrar na Academia “em primeiro lugar você precisa de um defunto”.

Também re-pi-lo a especulação de que eu estaria incitando correligionários a arrancar com seus próprios dentes os dedos de meus adversários, para reduzir a concorrência.

Patuscada!

Posso ser aspirante a escritor, mas terrorista jamais. Para mim, assassinatos só no papel, e, assim mesmo, de gente sem futuro - método que o próprio Ariano me ensinou (”Quando não sei o que fazer com um personagem, eu simplesmente o mato!”). Além do mais, os colegas podem ficar tranqüilos pois não está em meus planos propor a privatização da Academia.

*

Ufa! Não suportava mais ter que negar, jurar que não sabia de nada, fugir dos debates e privar vocês, meus fiéis leitores e operadores de caixa dois, deste nosso convívio virtual.

Estive ausente todo esse tempo na esperança de que a poeira baixasse. Afinal, são tantos os escândalos na vida pública nacional, que este meu, convenhamos, é igual a dinheiro em campanha eleitoral: melhor que nem seja contabilizado.

Rezei para que petistas e tucanos se aliassem, desistissem do segundo turno e entregassem o país de vez ao Freud (só ele salva). Torci para que a Cicarelli se animasse a pegar “aquela” onda também no Tietê, em pleno engarrafamento da Marginal (sem trocadilho, por favor). Desejei, do fundo do coração, que o Severino voltasse Câmara, reassumisse a presidência e nomeasse o Maluf tesoureiro e o Clodovil corregedor… Nada adiantou, minha mandinga é fraca (congelada, lembrariam velhos e invejosos detratores).

Fui então luta para garantir proteção da chefia. Disfarcei-me de auxiliar de churrasqueiro do Lula, de catador de chuchu transgênico na plantação do Geraldo, de exterminador de traça na biblioteca do Cristovam, e até de figurinista da Heloísa Helena (o que não faz o desespero…).

Mas imprensa, Mistério Público, Polícia Federal, duplas sertanejas e a Fátima Bernardes, todos a serviço de um complô das elites, continuaram a me perseguir, numa operação tabajara de deixar qualquer frota de ambulância rouca.

Tudo por quê? Elementar, companheiro: minha candidatura balançou a oposição.
Reprodução Fardão da ABL

E o que posso fazer? Já nasci com esse carma: ser imortal das letras. Em sessões de regressão sempre me vejo de fardão. Não posso lutar contra isso; estou apenas seguindo o que está escrito.

Não tolero esse bando de autores dissimulados que dizem jamais pensar em prêmios ou em ostentar no peito aquelas folhas bordadas a ouro. Papo furado. Cresci me imaginando naquele majestoso Petit Trianon, em traje de gala (isso mesmo: vou usá-lo diariamente, não apenas na posse), desfrutando do regozijo celestial: o chá das quintas-feiras. Rodeado de luminares por todos os lados, em plena pajelança cultural:

- Faça o obséquio de passar o acarajé, João Ubaldo. Uhm, mas que delícia, Zélia; quero a receita! Da cuca também, Scliar. Obrigado (eis aqui minha primeira proposição se eleito: privilegiar as iguarias regionais)… Desculpe interrompê-lo, Niskier, mas não posso perder a carona no jatinho do Mindlin para São Paulo… (a segunda: sempre aproveitar das boquinhas. Sabe como é, intelectual no Brasil, se não tem emprego público, sobrevive da caridade alheia).

Ah, doce vida! Não consigo imaginar paraíso mais aconchegante. E olha que nem precisava ficar milionário como o Paulo Coelho; embora não abra mão de ser acompanhado pela Glória Maria numa viagem-reportagem no Trem do Pantanal.

Obviamente, tratava-se de um projeto ainda incubado, que eu debatia apenas com meu agente e dois amigos entusiastas da idéia: o George W. e o Chávez. Até que chegou aquele e-mail da Nélida - que reproduzi na nota abaixo e vou distribuir aos milhões, como santinho - e tudo mudou. Foi como se eu tivesse recebido um sinal divino. Passei a me sentir um verdadeiro profeta, daqueles de deixar os cachos do Thiago Fragoso murchos.

Portanto, minha gente, não me deixe só! Cumprirei minha missão até o fim. Seguirei o “chamado” para provar que um simples operário das letras pode sim chegar sala do trono e nele sentar-se, o que nunca na história deste país foi feito - palavras de alta profundidade que tomo emprestado de outro grande iluminado, o Luiz Inácio.

E a oncinha vai continuar bebendo água Perrier…

Embora não diga nem sobre tortura de onde veio o dinheiro!

Reprodução

Nota de três reais.JPG


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