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Viva! Este BLOG REVISTA sobreviveu incubadora e emplacou as primeiras semanas de existência. Não é pouca coisa. Um verdadeiro batismo de fogo nesta selva virtual, que, em termos de maluquice, supera em muito quele mundinho unplugged que habitávamos antes do Bill Gates ter assumido a chefia.

Nesse tempo - breve em escala solar, mas perene para o espírito - segui a risca os manuais clássicos de recém-nascidos: evitei barulho, luz forte e até mesmo muita gente em volta, para não estressar. Principalmente a mim, pois ando cabreiro com a tal “neurose midiática”, que vem contaminando muitos de meus colegas - já pensou, sacrificar madrugadas de bom sono ou ardente bundalelê para ficar praticando inclusão digital (sem trocadilho)!?!

Embora ansioso para as devidas apresentações, sucumbi insegurança característica de pai estreante, apavorado com a possibilidade de alguém ver na carinha do rebento uma ligeira semelhança com joelho. Ou então zoar do nome (composto, porque acho muito fino, muito nobre). Pior: comentar com inimigos, os meus, é claro - o que despertaria em mim os instintos mais primitivos, como já disse alguém de triste memória.

Felizmente, as primeiras impressões - de familiares e amigos de fé, naturalmente -, foram estimulantes. Fiquei convencido de que não havia parido um frankenstein, um mensaleiro ou qualquer outra criatura abjeta, e dei por vencida essa fase de provações.

Passei então a me dedicar a uma outra missão sagrada da paternidade: decidir o que o filho vai ser quando crescer. Nova crise, pois sou igual quela mãe judia que passeava com os filhos pequenos e, ao ouvir uma mulher comentar “Nossa, que filho lindo você tem”, respondeu de pronto: “Qual, o advogado, o engenheiro ou o médico?” - repare que, apesar do orgulho, não inclui jornalista entre as opções, porque uma raça que vive na maior dureza jamais combinaria com piada de judeu, não é mesmo?

Essa dúvida também foi superada. Rechaçando a implacável cobrança de comportamento moderno que nos fazem, cheguei conclusão de que o melhor mesmo é seguir a tradição e moldar o inocente nossa imagem e semelhança - paga justa por ter sido embalado e alimentado.

Não -toa, o traço mais evidente da personalidade deste Blog Revista é inegavelmente hereditário: síndrome de bisbilhotice - da vida alheia, obviamente, já que a minha não vale um verso furado. Nasceu para contar aquilo que tenho olhado, visto e principalmente reparado, seguindo a receita de mestre Saramago para não ser contaminado pela cegueira. Às vezes dou uma de autor exibido e entro nas histórias, mas, não se preocupe, é só para honrar a natureza da blogosfera (por vezes tão traiçoeira quanto as águas da lagoa que enfeitiçou Narciso).

Com ele tenho exercitado os sentidos, todos, e me divertido muito - tomara que você também. Por isso assumo este compromisso de sangue, suor, lágrimas e veneno: continuarei lambendo a criaâ e distribuindo charutos.

Mas, desde já, também faço uma ameaça: quando ele crescer, eu quero ser escritor.

Bem feito pra você. Quem mandou apostar?


1 Resposta para “Padecendo no paraíso I - Certidão de nascimento”

  1. 1 leandrohubo

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    Grande Medina!
    Graças a vossa senhoria tenho um cliente famoso, ou sei lá, um famoso cliente!
    Parabéns pela cria, que, aliás, nasceu de sete meses, um tanto prematuro. Porém nasceu com idéias prontas, projeto feito, nasceu grande!
    É sempre um prazer ler seus pensamentos e ficar maior a cada dia…
    Abraços…

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