Sobre nomes e sabores


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O apelo popular imediato certamente é das pedras filosofais mais cobiçadas pelos marqueteiros. Gastam milhões de neurônios e reais para descobrir uma forma de tornar o político mais “íntimo” das multidões. O mais recente tubo de ensaio dessa experiência é o candidato tucano Presidência da República. Alckmin, como (não) é conhecido, foi rebatizado, para fins eleitorais, de GERALDO.

Os nomes difíceis, afirmam os magos do voto, não são assimilados pelos eleitores de baixa renda e pouca instrução. Tenho lá minhas dúvidas, pois se existe um lugar onde “exotismo” tem vez é justamente em certidão de nascimento de pobre. Principalmente em se tratando de um país tão rico no quesito imigração, o que propicia rasgos de originalidade capazes de deixar de queixo caído os especialistas em antroponímia.

Tempos atrás, quando começou a ficar famoso, depois de ter estrelado o filme “O Auto da Compadecida”, vi o Matheus Nachtergaele ser aconselhado pela Hebe Camargo a mudar seu nome, para facilitar a identificação com o público. Ele respondeu na lata, ao vivo e em cores: “Nem pensar. Aqui no Brasil as pessoas não têm dificuldade de falar o nome do Schwarzenegger; por que então teriam com o meu?” O auditório aplaudiu freneticamente.

Também paulista, o ator não capitulou. E, a julgar pelo sucesso que desfruta, não há marketing que o convencerá do contrário. Em relação a seu conterrâneo presidenciável, se benefício ou prejuízo essa mudança trará, só as urnas dirão. Continuo achando que a maior ameaça vitória de Geraldo Alckmin está mais no sabor, como bem apontou o sábio José Simão, do que no nome. Chuchu, em qualquer língua, é mesmo de lascar.


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